Porém, se analisarmos, veremos que para se construir um sítio como este seria necessário um plane- jamento minucioso, além de anotações, uma incrível inteligência, fora a tecnologia surpreendente que deveriam ter para que isto fosse idealizado e construído.
E quem estudou os Aymara sabe que este povo não possuía nenhuma escrita, quanto mais demons- travam algum avanço ou capacidade para planejar ou construir algo tão grande. Hoje, quando vemos Pumapunku, concluímos que algo muito forte abalou o lugar, como se um enorme terremoto tivesse derrubado tudo de repente. Mas, quando vemos peça por peça que monta este sítio, não podemos conceber tamanha precisão, e planejamento acrescido a tecnologia que fora utilizado para que fosse realizada a construção. Além desta precisão milimétrica, existem blocos de mais de 400 toneladas, peso quase que totalmente impossível para se mover com um guindaste extremamente forte nos dias de hoje. Fora toda esta precisão, tecnologia e força utilizada na construção, algo ainda mais impressionante é o material utilizado para se esculpir estes blocos, foi utilizado diorito, um dos mais duros minerais do planeta, existindo raras pedras que poderiam esculpir e dar forma a um bloco tão duro, alguns exemplos seriam diamante e topázio.
Ambos são minerais muito raros de serem achados, e pelo tamanho do sítio, seriam necessárias muitas toneladas destes minerais para serem agregados às ferramentas para que todo o sítio fosse construído.
Para os especialistas, Pumapunku desafia a lógica e a matemática, tamanha precisão, nenhuma imperfeição, fora os desenhos perfeitos e impressionantes encontrados nos blocos. Estes mesmos especialistas julgam completamente impossível de se reconstruir; ainda que alguns blocos pudessem ser copiados com ferramentas computadorizadas de enorme precisão, talvez não valesse o investimento e talvez não conseguisse ter perfeição e precisão para todos os blocos.
Acima vemos uma ilustração de como eram os muros, feitos de blocos ligados por chumbo derretido.